Alemã já superou derrame e pediu champanhe após bater brasileiras
MatériaMais Notícias
da aviator aposta: A alemã Laura Ludwig já costuma sorrir em situações comuns do dia a dia. Após faturar a medalha de ouro com a parceira Kira Walkenhorst, nesta quinta-feira, a vida ficou ainda mais alegre. É claro que ela merecia comemorar.
– Preciso de um pouco de champanhe (risos) – disse Laura, já com a medalha de ouro no pescoço e com muito bom humor enquanto respondia aos jornalistas.
da premier bet: A dupla derrotou as brasileiras Ágatha e Bárbara Seixas por 2 a 0, na Arena de Copacabana, e confirmou a boa fase. Foi, enfim, a coroação de Ludwig, que já havia ficado em quinto e nono lugar nos Jogos de Londres-2012 e Pequim-2008, respectivamente.
– Os brasileiros fazem muito barulho, mas tivemos foco desde o início até o fim do jogo. Fizemos o nosso próprio barulho – afirmou a atleta, de 30 anos.
Problema para a equipe da casa na partida, o vento também ameaçou as alemãs. Mas Ludwig afirmou que elas estavam preparadas para qualquer situação. A explicação? o trabalho árduo e os conselhos da comissão técnica.
– Nos últimos meses, mudamos um pouco a nossa maneira de ver o vôlei de praia, graças a nosso técnico. Colocamos maior foco na técnica, que é mais importante do que o resto – contou Laura.
A alegria da jogadora hoje é consequência de uma vida regrada, que entrou realmente nos eixos quando tinha 18 anos. Isso porque a alemã sofreu um início de derrame cerebral enquanto treinava, o que afetou o braço esquerdo e parte da boca.
Segundo a jogadora, até hoje ninguém nunca descobriu a causa exata do problema. Mas o susto serviu para que ela mudasse hábitos. A frase que lhe serviu de base era: “meu corpo é a melhor coisa que tenho”.
– Eu tive muita sorte de ter sido algo pequeno. Após três meses, descobri que não era grave e não tive mais problemas. Acho que isso aconteceu porque passei a cuidar melhor do meu corpo – afirmou ao LANCE!, antes da conquista.
Hoje, Ludwig impressiona pela ótima forma física. Fruto de cuidados que vão muito além de uma questão estética. Trata-se de um diferencial nas areias. Os resultados deixam isto bem claro.
No Circuito Mundial, já foram sete conquistas desde 2014: Major deKlagenfurt (ALE), Grand Slams deOlsztyn (POL), Hamburgo (ALE), Yokohama (JAP) e Xangai (CHN), e Opens de Puerto Vallarta (MEX) eAntália (TUR).
Acostumada a frequentar o Brasil desde 2006, quando fez um camping de três meses de treinamentos, a atleta não esconde a “queda” por uma caipirinha e uma cerveja, apesar dos cuidados. Agora, tudo isso está liberado.
– No início, eu não entendia nenhuma palavra em português. Tinha de falar inglês. Hoje falo algumas palavras. Amei ver as pessoas jogando vôlei na praia e futevôlei, e tomando cerveja e caipirinha (risos) – disse, na língua portuguesa.
O Brasil, definitivamente, é uma segunda casa de Laura Ludwig.